Estava ele nas suas divagações de pensamento, sentado a uma mesa do café que ficava a caminho do trabalho, quando a viu entrar.
Não podia ser!
Mas, era!
Era ELA!
Ela estava ali!
Meu Deus, pensou, ainda bem que decidi parar aqui para tomar algo antes de ir para casa!
Tentou levantar-se, mas, tinha as pernas paralisadas.
Rezou para que as pernas decidissem colaborar antes que ela se fosse embora ou que o visse, pois tinha a certeza que mal o visse, ir-se-ia embora sem olhar para trás.
Quando conseguiu levantar-se, aproximou-se dela, que estava ao balcão.
De repente, cruzaram olhares, invadiu-o o medo. Medo que ela se fosse embora.
- Por favor, não te vás embora. - implorou ele.
Ela olhou para ele mas nada disse.
Parecia paralisada.
Quantas vezes viera ela ali?
Quantas vezes estivera ela tão perto dele, que só não se encontraram por mero acaso?
- Por favor. - repetiu ele.
- Tudo bem. - disse ela, aparentemente calma - O que queres?
- Precisamos falar. - disse ele num misto de ansiedade e incredulidade.
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