sábado, 16 de março de 2013
O QUE NUNCA TE DISSE
Não podia ser!
E não podia ser porque?!
Afinal de contas, ela era livre!
Aquilo era demais para ele!
Quem lhe dera ter ficado em casa!
Se ele soubesse!
Estava em choque!
Uma coisa era ele imaginar que ela pudesse ter seguido em frente, que estivesse com outra pessoa, apesar de isso o deixar doente, outra, bem diferente, era ter a certeza, era saber quem era o tipo.
O tipo que praticamente acabara de conhecer.
Agora sim, tinha que sair dali rapidamente.
Sentia a cerveja a dar-lhe voltas no estômago.
Passou por ela, mas desviou o olhar.
Ela olhou para ele e ia a abrir a boca para o cumprimentar, quando ele passou por ela todo apressado e a olhar em frente.
Ignorara-a?!
Ou não a teria visto?!
Quer reacção tinha sido aquela afinal?!
Tentou ignorar a avalanche de perguntas que lhe acudiam à mente, mas não conseguiu.
Já tinha ignorado muita coisa, durante muito tempo.
Deu meia volta e saiu porta fora atrás dele.
Viu-o cá fora a andar em círculos.
O que se passaria com ele?
Não estava com boa cara.
Aproximou-se dele e disse:
- Fred, estás bem?
Ele levantou o olhar para ela, mas não lhe respondeu.
- Estás a ouvir, Fred, estás bem? - perguntou ela novamente, agora com preocupação.
- E porque não haveria de estar? - perguntou ele, num tom frio.
- Não sei, mas, passaste por mim e nem me falaste....e agora vejo-te aqui a andar de um lado para o outro...com má cara.... - tentou explicar.
- Ah, perdoa-me por não te ter falado, foi uma falta de educação. - disse ele num tom irónico.
- Sim, foi. - disse ela sem se conter - Para quem queria ficar meu amigo, não foi uma atitude muito amistosa.
Ele riu-se alto.
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