- Também encontrei o colar, os brincos e os outros presentes que...eu te tinha oferecido. - disse com um ar triste.
Ela olhou-o pensativa.
Não os podia levar comigo!
Primeiro porque se ia lembrar (ainda mais) dele a toda a hora, e para isso já lhe chegava a cabeça.
E, depois, iam relembrar-me que o nosso namoro, foi, de certa forma uma grande mentira.
Ia lembrar-se que se calhar de cada vez que lhe dera um presente, aprontara alguma coisa.
Que cada presente, era no fundo um pedido de desculpa silencioso.
E, isso, magoava-a.
E, quando finalmente tomara coragem para se ir embora, decidira que tudo que a magoava tinha que ficar para trás.
- Vê o lado positivo, podes sempre... - calou-se, porque a sua língua não se contivera.
Não queria que aquela conversa fosse pautada por agressões, preferia que se mantivesse dentro do civilizado.
Mas, havia vezes em que não se conseguia conter.
- Posso sempre, o que?! Oferecê-las a outra pessoa? Era isso que ias dizer? - estava claramente ofendido com a insinuação dela.
Ela manteve-se calada.
Bem, parece que agora ele ouve mesmo o que as pessoas lhe dizem, pensou surpreendida.
Mais do que ofendido, parecia-lhe mesmo chateado.
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