Continuou a ligar para a mãe dela e para as amigas, apesar de saber que não nutriam nenhuma simpatia por ele e provavelmente não lhe diriam nada.
Da última vez que ligara á mãe dela, esta, dissera-lhe, talvez por já estar cansada de o aturar, ou para se ver livre dele de uma vez, dissera-lhe que ela fora viajar e não sabia quando voltava, que a deixasse em paz e seguisse com a sua vida.
Não lhe dissera para onde viajara ela, a ser verdade.
Não podia seguir com a sua vida.
Será que ela tinha seguido com a sua?
Talvez já tivesse alguém, pensou com desalento, alguém melhor que ele.
A ideia não era de todo descabida, e, por muito que lhe custasse aceitar, a única que ele queria era que ela fosse feliz, ainda que tivesse que ser com outro.
Não era o ideal, mas, tivera a sua oportunidade, e o que fizera?
Desperdiçara-a total e completamente.
Não fossem todos os seus erros e falhas, e o mais provável era que ainda estivessem juntos.
Mas, não estavam.
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