Ela era uma pessoa sincera e verdadeira, e, com certeza que fazer de conta que estava tudo bem estava fora de questão.
Ela precisava de estar longe dele, e tinha que respeitar isso.
Por muito que lhe custasse, por muito que fosse difícil para ele, e quisesse exactamente o contrário, tinha e ia respeitar isso.
Já fizera tanta coisa errada, que estava mais do que na hora de fazer o que era certo.
Tinha que continuar com a vida aos pouquinhos, levando a cabo as pequenas mudanças que sabia que tinham que ser feitas.
Olhava agora para a sua vida de uma outra forma.
De vez em quando na vida, encontramos pessoas que nos mudam para sempre, nos mudam para melhor, nos mostram que podemos ser mais e melhores, e essas são as pessoas que nos marcam, que deixam um bocadinho de si, aquando da sua passagem pelas nossas vidas, e se tornam inesquecíveis, ainda que não permaneçam nas nossas vidas.
Ela tinha sido sempre uma pessoa maravilhosa para ele, ele, cego demais, burro demais, egocêntrico demais, egoísta demais, não percebera que ela era o tipo de pessoa que quando se agarra não se pode deixar escapar, de forma alguma.
Mas, infelizmente não percebera.
Não percebera a tempo.
Talvez se o tivesse percebido a tempo, pudesse recuperá-la.
Era esse o seu pensamento de todos os dias.
Martirizava-se com o que podia ter acontecido caso o seu comportamento e as suas atitudes tivessem sido outras.
Mas, a verdade era que não podia saber o que poderia ter sido.
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