sábado, 16 de março de 2013

O QUE NUNCA TE DISSE

Era impressionante, como qualquer pormenorzinho o fazia pensar nela.
Não conseguia evitar.
Observou o cãozinho que lhe parecia ser um rafeiro simpático, com atenção para tentar perceber se ele estaria perdido, ou se era um cão de rua.
Não tinha coleira, nem placa de identificação.
Teria fugido ao dono, ou não teria dono?!
O cão continuava a olhar para ele com um ar satisfeito, talvez pensasse que ele teria comida para lhe dar, se bem que ele parecia mais inclinado para brincar.
Pegou num ramo e atirou-o para os arbustos, ali perto.
Mal viu o ramo a ir pelo ar, o cão começou uma corrida até o alcançar.
Ora, gostas desta brincadeira, pensou satisfeito.
Bom, se não aparecesse ninguém a reclamá-lo, não o iria deixar ali.
Levá-lo-ia com ele para casa, decidiu.
Simpatizara com o cão.
Atirou-lhe o ramo mais meia dúzia de vezes, enquanto o cachorro o recolhia satisfeito.
Estava outra vez a fazer-lhe festas, quando viu a rapariga que vinha a correr naquela direcção, com um ar atrapalhado.
- Oh, Binky, estás aqui! - disse, baixando-se para fazer festas ao cão.
- Este cão é seu? - perguntou Fred, curioso.
- Sim, o Binky é meu, oh, peço desculpa, pelo incómodo. - disse ela sem jeito.
- Não foi incómodo nenhum.
  Na verdade até estava a gostar, e , foi com pena que soube que afinal o cão tinha dono, dona, neste caso.

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