Quando viu aquela tristeza no seu olhar, teve vontade de abraçá-lo, teve vontade de reconfortá-lo.
Precisou de reunir todas as suas forças para não o fazer.
Tinha que se manter longe dele.
Já tinha sofrido que chegasse.
- Fred, não vale a pena pensares mais nisso. - disse ela, desvalorizando.
- Vale, sim. - disse ele num tom decidido - Eu mudei. Graças ao teu diário, ao que fiquei a saber, percebi que havia muita coisa errada na minha vida. - desabafou ele.
Sim, ela ouvira algumas coisas a respeito da sua mudança.
Já ninguém o via nas festas, passava a maior parte do tempo em casa, e, toda a gente dizia que ele já não parecia o mesmo.
Até a mãe, lhe pedira que falasse com ele, porque ele já lhe metia dó, sempre a ligar para perguntar por ela, a insistir que tinha que falar com ela.
Não cedera, claro, mas, tivera vontade de correr para os braços dele.
Não suportava a ideia de ele estar a sofrer.
Teve que se convencer que não podia fazer nada, e para seu próprio bem, era bom que se mantivesse longe dele.
Não podia confiar em si própria, nem nas suas capacidades cognitivas quando estava perto dele.
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