Aos poucos e poucos teria que retomar a sua vida, restituir-lhe um pouco de normalidade, e tentar acostumar-se á ideia que ela não voltaria, mesmo que agora lhe fizesse mais falta do que nunca, ela não voltaria.
Aceitou o convite da mãe para ir almoçar a casa dos pais no fim-de-semana.
Ia fazer-lhe bem sair de casa e alargar um bocadinho os horizontes do pensamento.
Além disso, não havia melhor do que a mãe para o distrair. Tinha sempre novidades de toda a gente, sabia sempre uns mexericos e dava-lhe "colinho" mesmo quando se portava mal, e, ela sabia exactamente quando ele se portava mal.
A mãe era daquelas pessoas a quem não conseguia esconder nada, porque ela não se deixava levar.
Conhecia-o de ginjeira, era o que era!
Começou a habituar-se a arrumar as suas coisas e a arrumar a casa.
Se alguém lhe tivesse dito que ele se ia transformar numa fada do lar, ter-se-ia rido.
Mas, a verdade era que gostava de ter a casa limpa, em ordem e arrumada.
O que ela sempre batalhara com ele para que não deixasse as coisas espalhadas pela casa, e ele, claro, nunca se importara.
Nunca se importara porque era sempre ela que limpava e arrumava tudo.
Pois, agora era incumbência dele, porque não tinha outra alternativa.
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