- Não te posso censurar por não acreditares em mim, mas é a verdade.
- Pois, não podes mesmo, porque passas-te grande parte do tempo a mentir-me.
- Lamento.
- Sabes, eu de certa forma, não. Não lamento porque acabei por aprender muito contigo. Acabei por abrir os olhos para coisas que eu ou não queria ver, ou não via.
Conseguia perceber que ela continuava zangada com ele.
E, não era de admirar, até ele estava zangado com ele próprio.
- Tens razão em estar zangada comigo.
E estava.
Estava muito zangada, ainda.
E, estava zangada com ela própria por ter tantas saudades dele e só pensar em abraçá-lo.
- Eu próprio estou zangado comigo - desabafou - como é que pude ser tão cego? Como é que te pude ignorar tanto e ao mesmo tempo fazer-te sofrer daquela maneira?!
- Acho que...só tu podes responder a isso. - disse ela indiferente.
Ela estava na defensiva.
Só não percebia porque, ele só queria conversar, até porque tinha perfeita consciência que não seria possível mais do que uma conversa.
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