sábado, 16 de março de 2013

O QUE NUNCA TE DISSE

O que ele mais queria era levá-la para casa, mas, sabia que não podia.
Ela ficou surpreendida por ele não a levar directamente para casa, mas ficou agradada por saber que ele ainda se lembrava que ela gostava de frequentar aquele café.
Sabia que o mais acertado era ter recusado ir com ele, mas não conseguiu.
Pelo caminho explicou-lhe que não tinha levado o carro porque Joca lhe dera boleia, e, também ela por coincidência tinha ido com a amiga.
Teve vontade de se rir quando ele pensara que ela era a nova namorada de Samuel, mas conteve-se.  O Samuel era mais ou menos como ele fora outrora com ela, por isso estava fora de questão ter o que quer que fosse com ele.
Bom, nem com ele, nem com mais ninguém.
Os seus sentimentos ainda lhe pertenciam (a ele).
Á chegada ao café foram atendidos pela rapariga loira escultural que já ali trabalhava mesmo antes de eles terem começado a namorar.
Ele metia-se sempre com ela, dizendo-lhe que estava na profissão errada, que ela devia era ser modelo. Ela sorria-lhe enquanto corava de vergonha. Vergonha devia ter ele por lhe dizer certo tipo de coisas, mesmo á frente da sua própria namorada.
Ás vezes achava que a rapariga sentia uma certa pena dela. Ele, por seu lado, sentia-se como peixe na água. Gostava de dar nas vistas e de se meter com toda a gente.
Tinha que confessar que o que por alguns era visto como simpatia, a ela irritava-a aquela mania.
Ela gostava de passar despercebida, ele, por seu lado não, fazia-lhe bem ao ego mostrar-se e dar nas vistas.
E, ia ser sempre assim, pensou para consigo, as memórias que tinha deles iriam sempre persegui-la.
Fizeram o pedido, mas ele não se metera com a loira.
Parecia, tal como ela, perdido nos seus pensamentos.
Em que estaria ele a pensar?!
Sempre tivera curiosidade de saber o que se passava dentro daquela cabeça.
Quando o via pensativo, pensava ela própria em que estaria ele a pensar.
Claro que se lhe perguntasse, ele diria que não estava a pensar em nada de especial.

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